NãoseMoveSantuário

\o/ --Patrimônio Cultural dos Povos Indígenas do Brasil-- \o/

O Santuário Não se Move!

Filed in: Main.HomePage · Modified on : Thu, 07 Jan 10

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Clique aqui e Envie um email para o Presidente da Funai exigindo a demarcação do Santuário dos Pajés

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Atividades no Santuário dos Pajés 2010

A Comunidade Tapuya da Terra Indígena Santuário dos Pajés informa a todas e a todos que as visitas ao território tribal estão suspensas até a definição do calendário público de atividades, visitações culturais, escolares e ambientais de 2010 a ser divulgado no início do mês de MARÇO desse ano. Estamos recolhidos em nossas atividades internas, tribais e espirituais de acordo com nosso calendário tradicional e recomendamos o respeito ao espaço e ao tempo sagrados do Santuário dos Pajés sendo informado previamente toda e qualquer visitação. Insistimos mais uma vez que toda e qualquer visitação anterior ao prazo acima deve ser comunicado e combinado antecipadamente com a comunidade indígena do Santuário dos Pajés

O Cacique e Liderança espiritual Kachaipiña Korubo manda agradecer a todos as oraçoes e a luz do Grane Espírito no coração que banhou a todos em esperança, luta e resistência em defesa do Santuário dos Pajés e que 2010 será a conslidação da vitória com a demarcação definitiva. Pede a todos que fiquem atentos e cuidem bem da espiritualidade pois a resistência do Santuário dos Pajés exige uma receptividade para o Grande Espírito e para o respeito da espiritualidade indígena manifestada na natureza e nas mensagens do Grande Tupã e que as trevas, a mentira e a desonestidade não podem prevalecer entre os guerreiros e guerreiras apoiadores do Santuário dos Pajés pois a Tradição Ancestral nos ensinou o caminho solar da luz, da verdade, da justiça, do equilibrio e da harmonia.

Os pajés continuam nos combates no plano espiritual para que a verdade do Santuário dos Pajés seja vitoriosa no ano de 2010 e na vida de todas e de todos que lutam nas sendas do Grande Sol Tupã, o Grande Espírito.

Associação Cultural Povos Indígenas (ACPI)/ Organização Política Indígena do Santuário dos Pajés

!!O KORUBO ESTÁ VIVO!!

!!VIVA O KORUBO!!

!!O SANTUÁRIO DOS PAJÉS NÃO SE MOVE!!

!!2010: VITÓRIA E DEMARCAÇÃO DO SANTUÁRIO DOS PAJÉS!!

!!VIVA OS TAPUYAS!!

!!A AMÉRICA ÍNDIA ESTÁ VIVA!!

!!HAYAYA!!

!!AWIRY!!

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Vejam os vídeos!!!!

Grupo Autônomo Ocupa Presidência da Fundação Nacional do Índio - FUNAI

Em nome de uma maior qualidade de vida para todos, em defesa dos direitos humanos fundamentais e de uma postura de respeito democrático do GDF com a população que sofre os efeitos de suas decisões, independentemente da posição das comunidades indígenas, decidimos aguardar o posicionamento da FUNAI quanto a esta questão que nos afeta diretamente como cidadãos e cidadãs brasilienses, permanecendo no gabinete até lá.

A Civil e os Tratores

No dia 27 de outubro de 2009, os moradores do Santuário dos Pajés, comunidade indígena situada em Brasília, detiveram um trator que desmatava área de cerrado próximo às suas terras. A abertura da estrada faz parte do projeto do Setor Noroeste, que teve suas licenças ambientais canceladas por recomendação do Ministério Público Federal, até a conclusão dos estudos antropológicos referentes à presença indígena naquela região. A polícia civil foi chamada para garantir a continuidade das obras e averiguar a existência de um "refém".

Resistência a especulação imobiliária que destroi o cerrado

Tradicionalmente para a Terra Indígena Santuário dos Pajés em Brasília

texto sobre o conceito jurídico de terra tradicionalmente ocupada por indígenas Por Carla Antunha Advogada Indigenista de São Paulo

Segundo inúmeros juristas da maior importancia na historia do direito brasileiro, tais como João Mendes Junior e hoje José Afonso da Silva em sua obra "Curso de Direito Constitucional Positivo" quando discorre sobre terras indígenas e especificamente sobre ocupação tradicional diz que "Terras tradicionalmente ocupadas não revela aí uma relação temporal. Se recorrermos ao Alvará de 1º de abril de 1680 que reconhecia aos índios as terras onde estão tal qual as terras que ocupavam no sertão, veremos que a expressão ocupadas tradicionalmente não significa ocupação imemorial. Não quer dizer, pois, terras imemorialmente ocupadas, ou seja: terras que eles estariam ocupando desde épocas remotas que já se perderam na memória e, assim, somente estas seriam as terras deles. Não se trata, absolutamente, de posse ou prescrição imemorial, como se ocupação indígena nesta se legitimasse, e dela se originassem seus direitos sobre as terras, como uma forma de usucapião imemorial, do qual é que emanariam os direitos dos índios sobre as terras por eles ocupadas, porque isso, além do mais, é incompatível com o reconhecimento constitucional dos direitos originários sobre elas.

Nem tradicionalmente nem posse permanente são empregados em função de usucapião imemorial em favor dos índios, como eventual título substantivo que prevaleça sobre títulos anteriores. Primeiro, porque não há títulos anteriores a seus direitos originários. Segundo, porque usucapião é modo de aquisição de propriedade e esta não se imputa aos índios, mas à União a outro título. Terceiro, porque os direitos dos índios sobre suas terras assentam em outra fonte: o indigenato.

Carta aberta do Santuário Sagrado dos Pajés sobre os tratores que começaram a sua destruição

A TERRACAP começou a destruir com tratores uma área preservada pela comunidade indígena Tapuya do Santuário dos Pajés que tem seus direitos caçados de modo arbitrário, ilegal e autoritário. Os tratores abriram uma faixa de mais de 15 kilômetros a 200 metros da cancela branca onde tem guarita do indígena Korubo (ameaçado e desaparecido há 6 meses) ao lado do Santuário dos Pajés.

Isso ocorreu em operação clandestina na quarta e quinta feira passadas. Constatamos somente no dia de sábado depois de rondas rotineiras que realizamos no território, pois vínhamos escutando o som das atividades de máquinas já desde muito tempo da área acima da cascalheira ilegal denunciada por Korubo, no entanto quando fomos verificar a dor no peito e as lágrimas nos invadiram profudamente.

A *MÃE NATUREZA* nos forma como homens e mulheres, como *SERES ESPIRITUAIS E SOCIAIS *e nos dá nossa *identidade cultural e espiritual*. Nela estão nossos alimentos, medicinais e também nossos espíritos antepassados. A Terra Mãe é a razão básica de nossa existência e de acordo com a lei espiritual do Grande Tupã não permitiremos tais agressões a nossa essência que é a terra, é a nossa dignidade. Estamos profundamente feridos e indignados junto com a ferida aberta no *Cerrado Tapuya* pelos tratores da vergonha da TERRACAP ilegalista!

Isso causou um dano ambiental irreparável ao território indígena que aguarda início de estudos para identificação e delimitação ainda não cumpridos pela FUNAI por exigência do Ministério Público Federal e da 6ª Câmara de Revisão da Procuradoria Geral da República de Índios e Minorias que apontou que a FUNAI vem promovendo a cassação Ilegal dos direitos da comunidade indígena Tapuya deixando os índios Tapuyas do Santuário dos Pajés sem defesa ao não cumprir a criação do GT conforme preconiza a Lei 1.775/96 e garantir proteção ao território indígena.

LEIA A CARTA COMPLETA

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Grave Desaparecimento do Guerreiro Cacique Kaxaipina Korubo

Por Amor a terra mãe e a natureza, por Reverência aos nossos ancestrais e a nossa espiritualidade tribal, por amor a VIDA e por Justiça e paz aos povos históricos originários e por nossa Liderança espiritual Indígena o Korubo que está desaparecido há mais de 90 dias. O presidente da FUNAI, Márcio Meira ainda NÃO CUMPRIU a determinação do Ministério Público Federal de 16 de março em constituir o GT conforme o Decreto Lei 1.775/96 para Demarcar e Identificar a Terra Indígena Bananal do Santuário Sagrado dos Pajés.Já faz mais de 140 dias da recomendação do MPF (expedida em 16 de março) e a FUNAI favorecendo o ILEGALISMO da TERRACAP não cumpre a lei expondo a integridade física da comunidade indígena tapuya do Santuário Sagrado dos Pajés e pondo em risco o patrimônio religioso, cultural e ecológico dos povos indígenas e da cidade de Brasília. Constantes ameaças, sabotagens, perseguição, incêndio criminoso e desaparecimento de uma de nossas Lideranças Espirituais do Santuário dos Pajés, o Cacique Kaxaipina Korubo após o MPF anular as licenças ambientais do noroeste e recomendar a FUNAI criar o GT, o que significa na prática o reconhecimento da terra indígena do Santuário Sagrado dos Pajés e o arquivamento definitivo do bairro "ecologicamente" criminoso, racista e genocida! Todas as Licenças Ambientais foram canceladas pelo Ministério Público Federal e o nosso direito Originário a terra está sendo transgredido pela FUNAI (Marcio Meira), pelo GDF (Arruda e Paulo Octávio) e a TERRACAP (Antônio Gomes). O Ministério Público Federal já exigiu a Demarcaçao e Identificação da Terra Indígena do Santuário dos Pajés para a FUNAI! Agora Só falta a FUNAI!!??

Onde está a Nossa Liderança Espiritual e Tribal, o Korubo? Demarcaçao Já! FUNAI:Cumpra Já a Lei!!!! Jallalla!!!!AWIRY!!!! CAUIRÉ IMANA!!!! O SANTUÁRIO SAGRADO DOS PAJÉS NÃO SE MOVE!!

Repassamos o e-mail de nossa guerreira Aúrea Lúcia no sentido de mobilizar todos para cobrar da FUNAI que cumpra IMEDIATAMENTE a RECOMENDAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL para Demarcar e Identidicar a Terra Indígena do Santuário Sagrado dos Pajés: VAMOS TODOS JUNTOS!!

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Com grande satisfação, atendo à convocação da militância socioambientalista brasiliense no apoio à divulgação da monografia do indigenista Frederico Magalhães (anexo), sobre a área de ocupação tradicional indígena em Brasília, conhecida como Terra Indígena Bananal ou Santuário dos Pajés.

Aproveito a oportunidade para acrescer informação complementar sobre a tradicionalidade indígena instalada na moderna Capital, tal como descrita por Frederico Magalhães, reproduzindo trechos de parecer técnico da 6.ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal, datado de 2003 e assinado pelo antropólogo analista pericial MARCO PAULO FRÓES SCHETTINO. E o faço com o fim de contribuir para a dissolução dos preconceitos com que se justifica a omissão negligente, no reconhecimento e na garantia aos direitos daquela comunidade, e a pressão para extingui-la, em favor da mesmice degradadora do milionário mercado imobiliário em expansão sobre as áreas de proteção ambiental do DF..

A comunidade indígena do Santuário dos Pajés aguarda, pelo menos desde 2003, a constituição, pela Funai, de um grupo de trabalho para a identificação e delimitação do território por ela ocupado tradicionalmente e em caráter permanente há mais de 40 anos. Com todas as limitações e privações que a realidade lhe impõe, a comunidade se declara em condições materiais para arregimentar e remunerar especialistas idôneos para tais procedimentos. Só lhe falta a parceria formal da Funai.

Áurea Lúcia

“(...) o ofício n.º 336/DAF/96/FUNAI, informa que: ‘... essa comunidade indígena é detentora dessa posse de terra desde a década de 70’ . Continua, ‘Lá estão fixados os Fulni-ôs, últimos Tapuyas, em número de 27, onde cultivam a terra, criam pequenos animais, plantam ervas medicinais, praticam cultos religiosos, fabricam seus artesanatos e transmitem conhecimento da medicina tradicional’. Ora, o ofício da Diretoria de Assuntos Fundiários dá a entender que se trata de uma terra ocupada de modo tradicional, naquele momento, há 26 anos pelos índios. Senão, vejamos, cotejando as informações fornecidas no ofício da Funai e a norma constitucional encontrada no artigo 231, §1.º: Funai - ‘Lá estão fixados os Fulni-ôs, últimos Tapuyas, em número de 27...’ Constituição federal – ‘são terras tradicionalmente ocupadas pelos índios as por eles habitadas em caráter permanente’; Funai – ‘cultivam a terra, criam pequenos animais, plantam ervas medicinais’ Constituição federal – são terras tradicionalmente ocupadas pelos índios ‘as utilizadas para suas atividades produtivas’; Funai – ‘praticam cultos religiosos, fabricam seus artesanatos e transmitem o conhecimento da medicina tradicional’ Constituição federal – são terras tradicionalmente ocupadas pelos índios ‘as necessárias a sua reprodução física e cultural, segundo seus usos, costumes e tradições’. Constatamos que, apesar das evidências expressas no texto do ofício, nenhuma iniciativa no sentido de checá-las foi levada a termo por qualquer meio de investigação qualificado, fosse ele trabalho de campo, estudo antropológico ou levantamento de dados sobre a real situação daquela ocupação indígena, indicando, possivelmente, que a iniciativa de investigação foi preterida por um julgamento de valor, no qual é impossível conceber uma ocupação tradicional indígena num contexto urbano, ou próximo a ele, muito menos quando indivíduos pertencentes ao grupo possui inserção econômica e cultural nesse mesmo contexto urbano – caso notório do indígena Santxiê, funcionário da sede da Funai em Brasília – pois, dessa forma, ‘contaminam’ a essencialidade ou a pureza do (pré)conceito de tradicionalidade, aplicado desse modo às pessoas indígenas e não ao modo como ocupam a terra” “(...) Fato novo e esclarecedor nesse processo, foi a elaboração do ‘Relatório do Levantamento Prévio’ da área ocupada pela família do índio Santxiê Tapuya, apresentado em 7 de julho passado (de 2003) pela antropóloga Stella Ribeiro da Mata Machado, coordenadora da área etnográfica XV vinculada à Coordenação Geral de Identificação e Delimitação da Diretoria de Assuntos Fundiários da Funai. Nesse relatório encontramos informações fundamentadas sobre a demanda indígena, capaz de embasar o devido encaminhamento da questão.” “(...) Tais elementos trazidos à luz pelo relatório, não apenas confirmam as informações prestadas pela Funai há 7 anos e meio, no ofício 336/DAF/96, como as fundamentam por meio de trabalho de campo. (....) restando tão-somente serem checadas por meio de estudos de identificação e delimitação, elaborados por grupo de trabalho constituído pela Funai. Cabe ainda destacar a conveniência e compatibilidade desse território com as destinações que se pretende para a região, seja como parque ecológico, seja como setor habitacional. Para o parque é ocioso dizer que a ele se somará como área de preservação. Para o setor habitacional é uma área de extremo interesse ambiental como área verde, garantindo qualidade para seu entorno, em especial para seus habitantes, agregando valor ao setor habitacional não somente como área de preservação, mas como área de relevante interesse cultural (...), um espaço de informação e formação sobre cultura, diversidade étnica, religiosidade, arte e meio ambiente ao alcance do conforto urbano” “(...) Pelos motivos acima apresentados, sou de parecer que a regularização fundiária da referida área ocupada pelos indígenas neste Distrito Federal deve retornar à Funai, órgão competente para fazê-lo, com a recomendação que seja identificada e delimitada segundo o que preconiza o artigo 231 da Constituição federal, o Decreto 1775/96 e a Portaria MJ 14/96.

Este é o parecer.

MARCO PAULO FRÓES SCHETTINO Analista Pericial Antropologia”

Assista aos últimos vídeos que mostram as atividades da comunidade Tapuya da Terra Indígena Bananal - Santuário Sagrado dos Pajés - Patrimônio Cultural dos Povos Indígenas do Brasil

Toré do Milho - 2009

Vídeo da celebração do milho que contou com a presença de autoridades como o Senador Cristovam Buarque e também com a presença do cineasta Vladimir Carvalho

Herbário Fitoterápico dos Pajés

Vídeo que apresenta o herbário fitoterápico dos Pajés, reconhecido em 2008 pelo Ministério da Cultura com o prêmio Chicão Xucuru

Terra - Espiritualidade - Direito Natural

O Santuário dos Pajés, patrimônio vivo dos povos autoctones de nosso País, vive para mostrar a força e a espiritualidade indígena. O projeto Setor Noroeste está aí para perpetuar o exercício da ambição e gana colonizadora do concreto e do dinheiro.

E você? De que lado está!?

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Incêndio criminoso destrói casa no Santuário dos Pajés

Um incêndio destruiu a casa de uma família indígena no Santuário dos Pajés na manhã desta segunda-feira, 30 de março. A casa pertence ao índio fulniô Towê, que se encontra em viagem ao nordeste brasileiro neste momento. Dentro da habitação foram destruídos bens pessoais como documentos, móveis, alimentos e peças de artesanato, utilizadas como material de trabalho por Towê.

Pela tarde, uma equipe da perícia da Polícia Federal esteve no local para averiguar o ocorrido. Segundo Satxiê Tapuia, Pajé do Santuário, que acompanhou os policiais, um laudo técnico será finalizado até quarta-feira. Mesmo sem confirmação imediata, tudo aponta uma ação criminal intimidatória, já que o Santuário se localiza dentro da Terra Indígena do Bananal, ameaçada pela especulação imobiliária e pelo Governo do Distrito Federal, com o projeto de construção do Setor Noroeste, um bairro para classes A e B que tem movimentado mais de 500 milhões de reais envolvendo empreiteiras e investidores imobiliários.

Não é a primeira vez que uma ação com estas características acontece na área, ano passado, a casa de outro indígena fulniô foi derrubada diretamente pela Terracap com apoio da Polícia Militar do Distrito Federal. O grupo indígena que resiste às diferentes ofensivas à sua terra convive com constantes ameaças e matérias difamatórias veiculadas pela mídia corporativa local.

Na última semana, o Ministério Público Federal, por meio da Procuradora da República Luciana Loureiro de Oliveira, emitiu uma recomendação para que o ibama cancelasse a licença de instalação do Setor Noroeste, recomendando também que a Fundação Nacional do Índio instituisse um Grupo de Trabalho para aprofundar os estudos sobre a tradicionalidade da ocupação. A resposta do Ibama foi de que não cancelaria a licença e que o problema da comunidade indígena é uma questão da Funai, que por sua vez não respondeu a recomendação no prazo estabelecido pela procuradora, o que levou o Ministério Público a se manifestar com a possibilidade de um processo ao presidente do órgão Marcio Meira, por improbidade administrativa e possível prisão.

A conta da ACPI (Associação Cultural dos Povos Indígenas), entidade representativa da comunidade Tapuya da Terra Indígena Bananal - Santuário Sagrado dos Pajés, para doações voluntárias é a seguinte:

Caixa Econômica

Agência: 1041-003 (esse código 003 é significa que a conta é de pessoa jurídica)

Conta Corrente: 916-5

As doações serão usadas na reconstrução da casa de Towê.

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Como Contribuir

A comunidade do Santuário Sagrado dos Pajés – Terra Indígena do Bananal – busca sua autonomia e autogestão. As atividades coletivas tribais de plantio, produção de mudas e a produção de farinha além de servirem às necessidade da própria comunidade são uma maneira de ajudar o Santuário Sagrado dos Pajés conseguir realizar suas atividades espirituais, científicas, culturais e educativas.

A produção de mudas se baseia na troca de sementes nativas entre os visitantes que vêm das diferentes regiões do Brasil e da América para as atividades do Santuário. E também visa o replantio da vegetação do Cerrado na região do Planalto Central. São produzidas mudas de plantas frutíferas e de plantas medicinais. As mudas estão disponíveis para serem adquiridas pelo preço simbólico de 3 reais. Os pedidos podem ser feitos pelo email do Santuário (santuariodospajes@riseup.net) ou diretamente com o prof. Santxiê Tapuya na Flora Medicinal na sede da FUNAI em Brasília.

A produção de farinha ainda está em processo de aprimoramento. A quantidade produzida ainda é pequena, mas os pedidos já podem ser feitos por encomenda.

O coletivo de comunicação tribal da comunidade produziu ao longo de 2008 uma série de vídeos sobre a resistência sagrada do Santuário dos Pajés e esses vídeos foram compilados em duas coletâneas. Estão disponíveis em formato de DVD, com capa e prensagem impressos em colaboração com o coletivo cultural Motirõ de Taquatinga. Cada DVD pode ser adquirido pelo valor de 15 reais. A maioria dos vídeos está disponível na internet e você pode ter acesso a eles na nossa página de Vídeos.

Também estão disponíveis camisetas em todos os tamanhos com o desenho O Santuário Não Se Move nas cores vermelha, preta e azul. As camisetas podem ser adquiridas pelo preço de 15 reais.

Vale ressaltar que toda ajuda a resistência é bem vinda, e caso você queira contribuir de modo mais direito com a luta participe das atividades chamadas pela comunidade do Santuário. Os mutirões para plantio, construção de ocas, produção de farinha, demais atividades culturais e educacionais são abertas a participação desde que a comunidade seja avisada com antecedência pelas pessoas interessadas em participar.

A conta da ACPI (Associação Cultural dos Povos Indígenas), entidade representativa da comunidade Tapuya da Terra Indígena Bananal - Santuário Sagrado dos Pajés, para doações voluntárias é a seguinte:

Caixa Econômica

Agência: 1041-003 (esse código 003 é significa que a conta é de pessoa jurídica)

Conta Corrente: 916-5

Qualquer quantia é muito bem vinda e ajudará nas atividades de manejo da mata, e nas atividades de valorização da cultura e da espiritualidade dos povos originários da América.

Em defesa da dignidade de criar e se ocupar da Natureza!

Ayaya!!!

MPF-DF recomenda suspensão da licença prévia para construção do Noroeste

O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) recomendou ao Instituto Brasileiro dos Recursos Naturais e Renováveis (Ibama) que suspenda imediatamente os efeitos da licença prévia para construção do Setor Habitacional Noroeste, emitida em maio de 2007. O MPF sustenta que a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) não cumpriu a condicionante - imposta pelo próprio Ibama para o licenciamento da área - que exigia a solução da questão fundiária relativa à comunidade indígena do Bananal, que vive no local há mais de 30 anos. Também foi enviada recomendação à Fundação Nacional do Índio (Funai), para que constitua, imediatamente, grupo de trabalho técnico para concluir os estudos de identificação, delimitação e demarcação da área ocupada pelos índios.

Na íntegra da recomendação a Procuradora da República Luciana Loureiro de Oliveira considera o Relatório de Levantamento Prévio feito pela antropóloga Stella Ribeiro da Matta Machado, por solicitação da FUNAI (processo nº 1230/2003), o qual teve suas conclusões corroboradas por estudos de outros técnicos, a exemplo do Antropólogo da 6ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal, Marco Paulo Fróes Schettino, da Antropóloga da FUNAI, Andréia Luiza Leandro Barbosa Magalhães, e do Geógrafo Marcelo Gonçalves Oliveira e Silva, todos apontando para a necessidade de se aprofundar a apuração da tradicionalidade da ocupação indígena na Capital Federal.

Cabe ressaltar que tal recomendação do Ministério Público é o primeiro comunicado oficial que aponta as irregularidades do processo de licenciamento da área, apesar das inúmeras denúncias feitas em diversas instâncias ao longo dos últimos dois anos (no dia 20/03/2008 foi feito um ato na porta do IBAMA/DF pedindo o cancelamento da licença). Sabemos também que a TERRACAP anunciou publicamente que têm um equipe de advogados que está 24 horas de plantão para derrubar qualquer impedimento judicial à continuidade de seus interesses, ou seja, até mesmo a TERRACAP sabe que seu projeto é legalmente questionável. A próxima licitação da área está marcada para o dia 26 de março, convidamos todas as pessoas de bem a comparecerem nesse dia as 9:30hs para manifestarem-se contra a venda da área. Está semana uma comissão da Fundação William J. Clinton (pertencente ao ex-presidente Bill Clinton) está em Brasília para conhecer o projeto, o que demonstra que o maior projeto de especulação imobiliária da capital federal, cinicamente chamado de "Ecovila", está extrapolando as fronteiras nacionais.

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O cimento ou a Vida?

Santuário dos Pajés e Área Ambiental seguem ameaçadas em Brasília.

O governo de José Roberto Arruda e do investidor/especulador imobiliário e Vice-governador Paulo Octávio levam até as últimas consequencias seus desejos infindáveis por lucros e poder.

O projeto do Setor Noroeste foi aprovado e seus lotes postos à venda mesmo com a inquestionável importância da Área de Proteção Ambiental (APA) para as nascentes que abastecem a capital e a preservação do Parque Nacional de Brasília. Outro ponto absurdo é o total atropelo e desprezo pela população indígena que vive e preserva a área, plantando mudas e garantindo a força espiritual de seus povos no Sagrado Santuário ali localizado.

O Governo do Distrito Federal (GDF) ainda comete o disparate de lançar a campanha cínica do "Bairro Verde", como se fosse possível atender as cerca de 80 mil pessoas provenientes das classes A e B que supostamente habitarão o lugar de forma "ecologicamente correta" com seu estilo de vida de elevado consumo e com as construções necessárias para as habitações e automóveis.

O cerrado está ameaçado, o Distrito Federal e sua população estão ameaçados.

Neste momento, nos perguntamos qual nossa escolha:

O cimento e o lucro ou a Vida?!


Abaixo texto do professor e pajé Santxiê Tapuia, líder espiritual do Santuário:

Uma questão de sobrevivência

"Por quê o rio da nossa aldeia está tão raso e os peixes grandes se foram?

Antigamente era tudo que é tipo de peixe bem perto de nós.

As árvores tinham raízes bem profundas que ajudavam a segurar a terra.

Antes o rio era muito fundo, não tinha problema para usar a canoa, mas uma coisa eu sei, também havia muitas árvores na beira do rio.

Se derrubar as árvores da beira do rio...

Quando a chuva cair...

...a terra que estava segura na margem vai ser levada para dentro do rio e o rio vai ficando cada vez mais raso.

Por isso devemos preservar as árvores da beira do rio e fazer nossas roças afastadas dele, para que a terra não seja levada pela chuva e assim sempre teremos bastante peixe para toda a nossa aldeia."

Considerações finais:

Estamos cientes de que o trabalho ora apresentado não traz todas as soluções para o problema do desgaste do solo em nosso país, mas com essas poucas folhas queremos dar nossa contribuição. Se a leitura desta cartilha mexeu com a sua consciência no que diz respeito à conservação do meio ambiente, queremos convidá-lo a ser um militante nesta luta. Compartilhe, reflita e busque a forma mais criativa para um plano de ação. Afinal de contas, dependemos da natureza protegida para continuarmos a existir e, defendê-la é UMA SIMPLES QUESTÃO DE SOBREVIVÊNCIA. Santxiê Tapuia

O Santuário dos Pajés não se move!!

Awiry!!

Fotos do Herbário | Saiba Mais Sobre o Herbário | Assine a Petição em Defesa do Santuário



Primeiro Complexo Espiritual e Tribal do Brasil Fundado na Ciência dos Pajés é Inaugurado em Brasília

Ontem, dia 12 de fevereiro, no Santuário Sagrado dos Pajés, onde moram o Sol e a Lua, onde a vida brota e continua, as 9 horas, foi inaugurado o Herbário Fitoterápico dos Pajés, com a benção da chuva - oyanma - enviada pelo Grande Espírito. O Santuário dos Pajés - Terra Indígena do Bananal, situado em Brasília, há mais de 30 anos é um espaço de convergência da sabedoria dos povos tribais de todos os continentes. Na inauguração estiveram presentes pajés e xamãs, da África, da Colômbia, do Peru, da Lapônia e da América do Norte (Red Crow). O mundo ganhou um presente dos povos da Terra, que não a ocupam e sim são ocupados por ela. Reunindo conhecimentos de mais de 90 povos tribais, o Herbário Fitoterápico do Santuário é o primeiro complexo espiritual e tribal, do Brasil, fundado na Ciência dos Pajés. Os povos tribais que ao longo dos séculos aprenderam a domesticar os elementos da natureza, mantém vivo seu conhecimento, mesmo após 509 anos de usurpação indo-europeia.

No Brasil, são 100 do Serviço de Proteção ao Índio - SPI, instituição fundada na égide militar e que foi responsável pelo extermínio de mais de 80 nações indígena. Somado a isso, temos mais 48 anos da Fundação Nacional do Índio - FUNAI - fundada pelo Estado para dominar juridicamente os povos da Terra, sob o pretesto de os protejer. Mesmo diante de cenário tão perverso, os povos tribais - chamados genéricamente de indígenas - com seus meios de resistência sagrada, e com a sabedoria milenar baseada na tradição oral, seguem sua missão de deixar preservado a biodiversidade e o conhecimento fitoterápico tribal para as futuras gerações.

O Herbário dos Pajés é uma iniciativa do professor Santxie Tapuya, que a cerca de 27 anos vêem desenvolvendo o trabalho com as sementes e as mudas no Santuário Sagrado dos Pajés, produzindo um bioacervo vivo fruto do intercâmbio de mudas e sementes das diversas etnias que freqüentemente visitam o Santuário. Somente após 17 anos de luta e trabalho, por meio de uma portaria, a FUNAI reconheceu o trabalho e cedeu um espaço em seu prédio para a Flora Medicinal dos Povos Indígenas, como uma maneira de disponibilizar ao público em geral os remédios naturais advindos da sabedoria ancestral. E no ano passado, o Ministério da Cultura, por meio do Prêmio Chicão Chucuru, reconheceu o trabalho desenvolvido na comunidade Tapuya do Santuário dos Pajés. Com esse prêmio a comunidade pode estruturar melhor o herbário, criando uma oca especial onde é feita a germinação das espécies e a produção de mudas com fins de tratamento medicinal e de reposição da biodiversidade ameaçada. Para conhecer o Herbário e participar dos cursos que serão oferecidos, dentre eles Línguas Indígenas e Medicina Natural Doméstica, basta entrar em contato com a Flora Medicinal, na FUNAI, pelo telefone 61 3313 3623.

Todo esse trabalho, reconhecido nacional e internacionalmente, resultado da sabedoria ancestral de dezenas povos tribais, está em perigo devido ao projeto do Governo do Distrito Federal de construir o Setor Noroeste, bairro para a elite brasiliense onde o metro quadrado chegará a custar mais de 8 mil reais - o GDF já embolsou cerca de 600 milhões com a venda das primeiras projeções. As irregularidades desse processo foram extensamente noticiadas aqui e no Centro de Mídia Independente. (veja links para editoriais anteriores)

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A Resistência Sagrada do Santuário dos Pajés está VIVA

A resistência sagrada em defesa do Santuário dos Pajés e da preservação do Cerrado segue firme e viva, apesar de todo o terrorismo pscicológico empregado pelo Governo do Distrito Federal(GDF). No último dia 16, sexta-feira, a região do Santuário Sagrado dos Pajés acordou cercada de placas de propaganda do Setor Noroeste. Placas que chegam ao cinismo de chamar de o maior projeto da especulação imobiliária da capital do país de "Ecovila", pelas falsas promessas de sustentabilidade. Durante a manhã desse dia, o GDF sob a batuta de Arruda, fraudador do Painel do Senado na cassação de Luiz Estevão, inaugurou a pedra fundamental do Setor Noroeste, e lançou o edital para a venda de lotes que deve se iniciar no dia 29 de janeiro. A estimativa é que as transações cheguem a 11 bilhões de reais.

Com base na decisão da juiza Gildete Silva Balieiro, da Vara de Registros Públicos do DF, sobre o processo da indígena Ivanice Tononé, que foi uma das últimas a chegar na área, e não representa o Santuário Sagrado dos Pajés, o GDF passou oficialmente a considerar todos os indígenas como invasores de terra pública, o que já fazia antes da decisão, visto que autoridades do governo, como Antonio Gomes (presidente da TERRACAP) e o próprio governador Arruda, deram declarações racistas em relação aos indígenas da área em várias ocasiões nos jornais de grande circulação em Brasília. O processo julgado pela juiza Gildete , foi feito pelo advogado George Peixoto que não representa a comunidade indígena do Santuário Sagrado dos Pajés- Terra Indígena Bananal. A defesa judicial do Santuário está com a Defensoria Pública da União e com o Ministério Público da União, e sua representante e porta voz com a sociedade é a organização indígena ACPI (Associação Cultural Povos Indígenas) como prevê o Artigo 232 da Constituição Brasileira. Jamais indígenas do Santuário dos Pajés pediram qualquer indenização, ou aceitaram qualquer acordo com o GDF. Toda comunicação da comunidade se dá única e exclusivamente através de sua organização ACPI e da ajuda de coletivos autônomos da mídia independente que lutam contra a ditadura da desinformação e a tirania da intolerância étnica e religiosa contra os povos indígenas.

Comunicado da ACPI | A falaciosa Ecovila Noroeste, o Maior Bairro Verde Cifrão do País | O lançamento do Setor Faroe$ste-A demonstração de um Estado militarizado | Arruda - A conspiração imobiliária de Brasília para ricos

A Resistência Sagrada do Santuário dos Pajés é notícia em Jornal de Nova York

O Congresso norte-americano sobre a América Latina (North American Congress of Latin America - NACLA) é um organismo independente, sem fins lucrativos, fundado em 1966, que trabalha em direção a um mundo no qual as nações e os povos da América Latina e Caraibe estejam livres de opressão e injustiça, e possam desfrutar de uma relação com os Estados Unidos com base no respeito mútuo, livre de subordinação econômica e política. Para este fim, a nossa missão é fornecer informações e análises sobre a região, e sobre a sua complexa e instável relação com os Estados Unidos, como ferramentas de educação e de advocacia - para a promoção do conhecimento para além das fronteiras.

O NACLA solidarizou-se com a resistência sagrada do Santuário dos Pajés, e com a luta em defesa do Cerrado Nativo ainda existente na área tombada de Brasília. Isso demonstra que a opinião pública internacional está preocupada com a degradação ambiental promovida pela política de expansão urbana do Governo Arruda-Paulo Octavio que está conseguindo por meio de gambiarras jurídicas (TAC's e Truques) a permissão para exterminar o cinturão verde do Distrito Federal e o pouco que sobrou do Cerrado específico dessa região.

Veja a matéria completa em inglês clicando aqui e ajude a divulgar enviando para contatos no exterior.

Arruda e Paulo Octavio junto com a Câmara Legislativa do DF querem exterminar o Cerrado de Brasília com o novo PDOT, você vai deixar?

A pressão que o GDF tem feito sobre a Câmara Legislativa para a aprovação, a toque de caixa, do PDOT é notória. Semana passada o projeto foi entregue à Câmara para análise mas faltavam os mapas. O governo insiste em votar o PDOT este ano, se o fizer estará oficializando a grilagem no DF porque o projeto gera uma enorme especulação imobiliária.

Está disponível no link http://www.distritaisdopt.org.br/pdot/pdot.html o projeto substitutivo do PDOT, assinado pelos três criminosos Eurides Brito, Benício Tavares e o Batista das Cooperativas, esse último, para quem não conhece, já está arrecadando nas comunidades do novo gama cotas mensais das famílias para construção da casa própria no Catetinho, o Bairro previsto no PDOT que seria construído em cima de Áreas de Proteção de Mananciais da Apa Cabeça de Veado. O Dep. Batista das Cooperativas lota as audiências públicas sobre o Plano com as vítimas desse golpe que aplica.

No anexo mostra novas áreas de dinamização urbana, a oferta de novos setores habitacionais é muito grande, acima da demanda habitacional calculada pelo MPDFT. Não existe demanda por habitação nesta magnitude. O Noroeste, embora não previsto no Plano é também parte desta política mafiosa dos nossos governadores, portanto é uma luta conjunta.

Para que possamos nos organizar para manifestações repasso a Agenda para aprovação do PDOT-DF: 1. do dia 28/11 a 08/12= prazo para apresentação de Emendas pelos parlamentares 2. dia 08/12 : reunião técnica (técnicos dos parlamentares e da SEDUMA); 3. do dia 09/12 a 12/12: processo de aprovação. Esta agenda foi aprovada dia 28/11 na reunião do colégio de líderes com posição contrária do PT e do deputado Reguffe.

Os deputados, principalmente os favoráveis à aprovação do projeto, devem receber nossos protestos contra o Plano e contra o Setor Noroeste para saberem que estão sendo acompanhados. Quem tiver disponibilidade pode mandar emeios para os deputados distritais:

dep.paulo.roriz@cl.df.gov.br

dep.milton.barbosa@cl.df.gov.br

dep.luzia.paula@cl.df.gov.br

paulotadeu@paulotadeu.com.br

dep.alirio.neto@cl.df.gov.br

dep.aylton.gomes@cl.df.gov.br

dep.berinaldo.pontes@cl.df.gov.br

dep.brunelli@cl.df.gov.br

dep.batista.cooperativas@cl.df.gov.br

falecombenicio@beniciotavares.com.br

dep.aguinaldodejesus@cl.df.gov.br

dep.cabo.patricio@cl.df.gov.br

dep.chico.leite@cl.df.gov.br

dep.cristiano.araujo@cl.df.gov.br

dep.erika.kokay@cl.df.gov.br

dep.dr.charles@cl.df.gov.br

dep.jaqueline.roriz@cl.df.gov.br

dep.leonardo.prudente@cl.df.gov.br

Brasília e a marcha para o Setor Noroeste: Bandeirantes, Indígenas e a Arquitetura do Racismo Institucional.

Após o boom modernista, os cânones arquitetônicos e urbanísticos de Brasília têm que ser interpelados de forma crítica. Brasília dá o cartão de visitas a partir de suas fachadas, monumentos, ausência de esquinas, letras e números indicando setores, carros nas ruas e quase inexistência de pedestres comumente.Transitar pela cidade é uma imersão num estranho mundo novo, em que se naturalizou a negação do acesso à mesma. Negação e segregação são parceiras, o diálogo democrático ganha status de monólogo no plano piloto, o direito ao transporte público, moradia, lazer, emprego, a certos grupos é promessa, esperança; o horizonte para negros e negras, prostitutas, meninos/meninas e moradores de rua, é habitar um espaço público que é palco de disputa de poder racializado, o tom da voz muda com o tom da pele.

A modernidade do Plano Piloto não esconde práticas que supostamente não existiriam na capital da esperança. A partir desse ponto, friso a questão da incessabilidade da capital federal para representantes de povos indígenas que aqui residem com pouco auxílio do Estado. Nada trivial tal fato faz parte de um construto mutante como um camaleão, se metamorfoseia, muda de "pele", porém fixa-se como carrapato em anteparos institucionais, reforçando potencialmente o racismo.

Construída em 1960, Brasília não é um projeto enraizado totalmente no séc. XX. Sua concepção mística remonta a períodos históricos anteriores. Já na Primeira Constituição Republicana de 1891 foi promulgada a mudança da capital para o interior do país, o modernismo e igualitarismo da capital da Esperança excluíram desde o seu parto qualquer menção a memória indígena. Segundo a FUNAI concentra-se entre 100 a 190 mil indígenas em centros urbanos. No Centro Oeste,Sul e Norte do Brasil localizam-se a maior parte das etnias indígenas que mantem a língua própria.Todavia, a expansão urbana foi e ainda continua a ser, um dos motivos centrais para o afunilamento de indígenas praticantes de seus idiomas e tradições correlatas.

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Ditadura no Cerrado: Atentado contra Indígenas do Santuário dos Pajés: TERRACAP Companhia Imobiliária de Brasília (DF),invade e ataca a Terra Indígena

Por Awiry – agência tribal de contra-informação e desobediência Informativa

Na tarde de 22 de outubro, a TERRACAP montou uma operação clandestina podendo ser caracterizada de violenta e ilegal,contra a comunidade Indígena do Bananal - Santuário Sagrado dos Pajés - em Brasília, para destruir a moradia de uma família indígena Fulni-ô.

Foi um ato de atentado político e religioso contra o Santuário dos Pajés típico das ditaduras porque foi um ato anticonstitucional pois desrespeitou o Estado Democrático de Direito nos seus princípio mais elementares garantidos na Constituição Federal. Essa ação justifica e corrobora a prática do Governador Arruda e seu vice Paulo Octávio e da Terracap de Antônio Gomes que se pauta pelo autoritarismo, abuso de poder, intolerância e uso da máquina pública para promoção do terrorismo psicológico e étnico contra os indígenas no Distrito Federal. Por que os meios empresariais de comunicação não foram acionados? Trata-se de uma ação clandestina e de ditadores que fazem tudo as escondidas como o fizeram no painel de votação do Senado Federal.

Um ato de covardia do GDF

Voltando a noite depois de trabalhar para sustentar a sua família de 3 filhos, o Claudio Fulni-ô descobriu sua casa destruída, sem aviso legal, sendo mais uma provocação e perseguição contra os moradores resistentes do Santuário dos pajés.

Perseguição e terrorismo psicológico contra a resistência Indígena.

O caminhão usado para transportar os funcionários da Terracap ainda passou por cima das roças de mandioca e dos herbários medicinais destruindo-os completamente. O ato anticonstitucional da Terracap ainda se caracteriza em ato de perseguição étnica e de racismo, pois a Terracap destruiu apenas a oca de taba do indígena Cláudio dentro da Área Indígena do Bananal e não as moradias dos carroceiros da região.

Uma sujeita sem identificação, quem se revelou como funcionária da TERRACAP chefiou o crime e mandou os agentes da Terracap, de forma truculenta, proceder a destruição da moradia sem deixar chances de exercer os direitos Indígenas garantidos a dignidade dos povos indígenas e de suas moradias, além de impedir a possibilidade para a autoridade legal responsável da monitoração das áreas indígenas, a FUNAI, ser informada ou contatada.

A operação estava escoltada por dois policiais militares, um tenente e um soldado. Nenhum policial ou juiz Federal estava acompanhando os fatos, que deveria neste caso ser obrigação de bom procedimento legal.


Assista a entrevista com Carlos Magalhães, sócio de Oscar Niemeyer


O Santuário Sagrado dos Pajés

Preservando e fortalecendo sua identidade cultural (alguns grupos ainda falam seu idioma original) numa área que segundo os próprios indígenas foi escolhida de acordo com os pajés pelo grande espírito Tupã o lugar é hoje ponto de referência espiritual de pajés e xamãs. No lugar foi construída de acordo com a tradição indígena uma “casa de oração”, o Santuário Sagrado dos Pajés para onde convergem pajés do Brasil e do mundo inteiro.

O Santuário hoje tem o status de Templo Religioso dos Povos Indígenas das Américas pois se encontra cosmologicamente situado num portal sagrado de acordo com as coordenadas geográficas de sua localização em Brasília e na América do Sul e de acordo com as profecias dos pajés a casa de reza (AGUASSU-HOPY ou Hedjadwaliá Ehty) está numa área ancestral e mística do Planalto Central, onde o povo indígena antigo jorrou suas sementes de milho e há de cumprir a missão espiritual de resgate dos espíritos pela força da água. Assim, convergem para lá a espiritualidade indígena de toda a América.

As autoridades tribais religiosas afirmam também que a espiritualidade indígena não é desligada do cerrado, ou melhor, o sagrado é uma herança da própria natureza onde os índios se comunicam com os espíritos de seus ancestrais e se religam à mãe terra (sobre o assunto vale a pena ler Eduardo Viveiro de Castro, antropólogo do Museu Nacional do Rio de Janeiro que produziu um estudo clássico sobre o “perspectivismo indígena”).

Segundo os pajés toda flora e fauna, plantas e animais são sagrados e devem ser respeitados e preservados assim como a água que é fonte da vida. (a Terra Indígena Bananal encontra-se sobre lençóis freáticos importantíssimos que alimentam o regime hídrico da bacia do Paranoá e do córrego do Bananal e do Acampamento). A natureza do cerrado é habitada pelos espíritos e se comunicam com os pajés na busca de iluminação.



CLIQUE AQUI E ASSISTA O VÍDEO "Nosso Caminho não é o Noroeste"

Vídeo da intervenção feita no Lançamento da Revista Nosso Caminho

CLIQUE AQUI E ASSISTA O VÍDEO "A CURA DO PAJE"

Fala de Santxie Taphuya ao procurador da Republica

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CLIQUE AQUI E ENTENDA PORQUE DIZER NÃO AO SETOR NOROESTE

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Confira entrevista com o indígena Satxie (Fulni-ô/Thaphuya)

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SOMOS UM POVO QUE CONHECE A DOR

SOMOS UM POVO SEM NENHUM PUDOR

TÃO NATURAL COMO A SUA COR

SÃO 508 ANOS DE PERSEGUIÇÃO

SEMPRE BUSCANDO A NOSSA EXTINÇÃO

ELES NOS FIZERAM ACREDITAR

NA PALAVRA CATEQUIZAR

E AINDA DISSERAM SÃO ANIMAIS

UNS ANIMAIS IRRACIONAIS

IRMÃO O QUE FOI QUE FIZ PRA VOCÊ

JÁ QUE VOCÊ NÃO ME AMA COMO EU SOU

DEIXE-ME VIVER

Santxié Thaphuwya - da etnia Fulni-ô habitante do Santuário Sagrado dos Pajés na Reserva Indígena do Bananal - DF

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Notícias

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Esta é a pagina colaborativa da Reserva Santuário Sagrado dos Pajés.

O Santuário Sagrado dos Pajés foi fundado pelo cacique Zumba Fulnió Tapuya (e outros), o qual deixou os líderes Santxiê e Thowê, também da etnia Funiô-Tapuya, para continuarem essa obra sagrada do Grande Espírito. O Santuário situa-se em Brasília - DF, no final da asa norte (Fazenda do Bananal) e é habitado por indígenas de diversas etnias, que aí se reorganizaram desde 1969, após terem sido expulsos de suas terras de origem. A área de posse indígena foi identificada geograficamente pela FUNAI em 2002, e reconhecida, segundo o relatório de levantamento prévio da própria FUNAI, como área de ocupação tradicional, onde as famílias indígenas desenvolvem atividades de agricultura, criação de pequenos animais, artesanato e cultivo de plantas medicinais, bem como praticam os rituais típicos da sua religiosidade indígena.

No momento, nosso santuário sofre ameaça de destruição, por força da mesquinhez dos que detêm o poder político e econômico na cidade de Brasília. Se o poder institucional diz que a preservação ambiental não pode ser um entrave para a expansão urbana, é necessário que as pessoas que desejam proteger a Terra fiquem atentas. Este também é um espaço para ser usado por tod@s que querem intercambiar estratégias de resistência, sabedoria popular, sabedoria indígena, e pajelanças em geral.

Sejam Bem Vind@s Guerreiras e Guerreros do sol e da lua, onde a vida continua!!

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Saiba um pouco sobre como editar a página do Santuário

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